Salmo 100 – Um Salmo de Ação de Graças para Todas as Terras
Este salmo é simplesmente intitulado Um Salmo de Ação de Graças, e é o único salmo na coleção a ter este título. Ele fala de um convite a toda a terra para conhecer e adorar a Deus. “É jubiloso com confiança para toda a terra, ao contemplar a glória daquela terra, quando todos os seus povos estiverem submetidos ao reino do SENHOR.” (G. Campbell Morgan)
A. O que e por que dar louvor.
1. (1-2) O que fazer: Louvar a Deus.
Salmo. Para ação de graças. Prestem culto ao Senhor com alegria;
a. Celebrem com júbilo ao SENHOR: Diferentemente dos vários salmos anteriores, o Salmo 100 não começa com uma declaração da soberania ou do caráter de Deus. Ele começa com a simples e direta exortação a todas as terras para louvar a Deus com júbilo. Este é um chamado às nações, estendendo-se muito além das fronteiras de Israel.
i. Celebrem com júbilo: “A palavra original significa um grito alegre, como súditos leais dão quando seu rei aparece entre eles. Nosso Deus feliz deve ser adorado por um povo feliz; um espírito alegre está em harmonia com sua natureza, seus atos e a gratidão que devemos cultivar por suas misericórdias.” (Spurgeon)
ii. “O júbilo é… o equivalente na adoração à aclamação ou fanfarra a um rei.” (Kidner)
iii. Todas as terras: “As nações devem reconhecer quem é o Senhor. Ele é o SENHOR, por cuja graça e bênçãos seu povo existe. As nações também são convidadas a cantar hinos ao Senhor e a adorá-lo.” (VanGemeren)
b. Sirvam ao SENHOR com alegria: Toda a terra é convidada a servir ao SENHOR. O salmista provavelmente tinha em mente o serviço de adoração ou rituais do templo, mas o princípio se aplica a qualquer serviço dirigido a Deus. Aqueles que servem ao SENHOR devem fazê-lo com alegria.
i. Sirvam ao SENHOR com alegria: “É seu privilégio e dever ser feliz em sua adoração religiosa. A religião do Deus verdadeiro destina-se a remover a miséria humana e tornar a humanidade feliz. Aquele a quem a religião de Cristo não tornou feliz não compreende essa religião, ou não faz uso adequado dela.” (Clarke)
ii. “Quanto ao verdadeiro crente em Jesus, ele serve a seu Deus porque ama servi-lo; ele se reúne com a grande congregação porque é seu deleite adorar o Altíssimo.” (Spurgeon)
c. Venham à sua presença com cânticos: Como em muitos lugares nos salmos, o louvor é expresso em cântico. Cantar não é a única maneira de louvar a Deus, mas é a principal maneira de louvá-lo.
2. (3) Por que fazê-lo: Ele é nosso Criador e Pastor.
Reconheçam que o Senhor é o nosso Deus.
a. Saibam que o SENHOR é Deus: O louvor que vem a Deus de seu povo e de todas as terras deve ser consciente. Temos muitas razões para adorar o SENHOR, o Deus da aliança de Israel, e as razões começam com o reconhecimento de que Ele é Deus.
i. “Saber é ter chão firme sob os pés, o pré-requisito do louvor (cf. 40:2s.), e este conhecimento é nosso por dom; na verdade, por mandamento.” (Kidner)
ii. Saibam que o SENHOR é Deus: “Estejam convencidos disso, vós pagãos, cujas fantasias forjaram falsos deuses.” (Trapp)
b. Foi ele quem nos fez: A próxima razão para adorar a Deus é o reconhecimento apropriado de sua obra como Criador. A ideia de que poderíamos fazer a nós mesmos é absurda, e devemos adorar Aquele que nos fez.
i. “O senso de propriedade de Deus é a verdadeira base de nossa consagração. Devemos perceber seus direitos sobre nós antes de podermos livremente dar-lhe o que lhe é devido. Esses direitos são múltiplos em sua doce razoabilidade; mas entre todos eles, este da criação é um dos principais. Deus tem direito sobre nós porque nos fez.” (Meyer)
ii. “É claro, se não precisamos de Deus como nosso Criador, então não precisamos ser gratos. Por que deveríamos? Chegamos aqui por nós mesmos, obrigado. Não temos ninguém além de nós mesmos para agradecer.” (Boice)
iii. Sob a Nova Aliança, o crente tem uma segunda e maior razão para louvor: ele ou ela é uma nova criação em Jesus Cristo (2 Coríntios 5:17).
iv. E não nós a nós mesmos: “Portanto, devemos-lhe homenagem e serviço, e somente a ele, e não a outros deuses, que não nos fizeram.” (Poole)
v. “De nossa parte, achamos muito mais fácil acreditar que o Senhor nos fez do que fomos desenvolvidos por uma longa cadeia de seleções naturais de átomos flutuantes que se moldaram.” (Spurgeon)
vi. “Alguns homens vivem como se tivessem se feito a si mesmos; eles se chamam de ‘homens que se fizeram sozinhos‘, e adoram seus supostos criadores.” (Spurgeon)
c. Somos o seu povo e as ovelhas do seu pasto: A terceira razão para adorar a Deus é porque Ele escolheu um povo (originalmente o povo judeu, depois acrescentou os seguidores de Jesus Cristo), e Ele cuida de nós como as ovelhas do seu pasto.
B. O que e por que dar graças.
1. (4) O que fazer: Vir à sua casa com ação de graças e louvor.
Entrem por suas portas com ações de graças,
a. Entrem por suas portas com ação de graças: Agora o salmista retrata o povo de Deus de todas as terras (Salmo 100:1) entrando pelas portas e nos átrios do templo. Quando o povo de Deus se aproxima, devemos fazê-lo com ação de graças, reconhecendo quanto Deus fez por nós.
i. Entrem por suas portas com ação de graças: “Adorem a Deus publicamente; e quando vierem à casa de oração, sejam gratos por terem tal privilégio; e quando entrarem em seus átrios, louvem-no pela permissão.” (Clarke)
ii. “Ensina que há um aspecto especial de ação de graças que envolve todo o povo de Deus junto e não apenas as orações privadas de indivíduos.” (Boice)
b. E em seus átrios com louvor: Graças e louvor se fundem, enquanto o povo de Deus é grato e bendiz o seu nome.
i. “É como se as portas da Cidade, os átrios do Santuário, fossem subitamente abertas, e todas as terras são chamadas a servir ao SENHOR, a saber que Ele é Deus, a entrar em relacionamento com Ele.” (Morgan)
ii. Sob a Nova Aliança, não apenas as portas e átrios estão abertos, mas até o caminho para o Santo dos Santos está aberto (Hebreus 10:19).
2. (5) Por que fazê-lo: Deus é bom e misericordioso.
Pois o Senhor é bom
a. Pois o SENHOR é bom: Graças e louvor são corretos em reconhecimento da bondade de Deus. Ele é bom em seus planos, bom em sua graça, bom em seu perdão, bom em sua aliança, e bom em cada aspecto de seu ser.
i. Pois o SENHOR é bom: “Os deuses dos pagãos não eram bons. Eram egoístas e caprichosos. Você nunca poderia saber quando eles poderiam se voltar contra você e lhe fazer mal. Não assim nosso Deus. O Deus da Bíblia é e sempre foi bom.” (Boice)
b. A sua misericórdia dura para sempre: O breve salmo termina com a misericórdia e fidelidade incessantes de Deus. Estas são razões eternas para dar graças e louvor a Deus.
i. “Enquanto formos receptores de misericórdia, devemos ser doadores de graças.” (Spurgeon)
ii. “Quão glorioso será aquele dia que contemplará as portas eternas do céu levantando suas cabeças, e revelando à vista aqueles átrios acima, nos quais os filhos da ressurreição entrarão, lá, com anjos e arcanjos, para habitar e cantar para sempre!” (Horne)
©1996–presente O Comentário Bíblico Enduring Word por David Guzik –
